- Apadrinhados que falam quiché: pastoral social em Totonicapán, Guatemala
26-08-2015 Totonicapán, Guatemala
O programa de apadrinhamentos neste lugar, em que a maior parte das pessoas é indígena, acompanha outras tarefas sociais dos Agostinianos Recoletos nas áreas de saúde e de defesa da terra. Os apadrinhados chegam a quase uma centena, distribuídos por um extenso território.
Na região de Totonicapán vivem mais de 100.000 habitantes, majoritariamente indígenas, que se distribuem entre a cabeceira (12.000 habitantes) e 58 comunidades rurais atendidas pelos religiosos com frequência diferente: umas a cada quinze dias, outras mensalmente e algumas a cada dois meses.

O compromisso social dos Agostinianos Recoletos na região tem-se centrado historicamente nos âmbitos da saúde e da defesa das terras. A isso se soma o apoio educativo, através do programa de apadrinhamentos da ONGD agostiniana recoleta Haren Alde, que atende 91 adolescentes de distintas comunidades.

A encarregada do programa de apadrinhamentos em Totonicapán dedica-se a isso em tempo completo; conta com um gabinete nas instalações paroquiais e faz as visitas domiciliares. Alguns dos apadrinhados vivem em lugares de difícil acesso, em ladeiras de montes, às vezes sem estradas, com grandes trajetos que precisam ser vencidos a pé. Deve-se levar em conta que as comunidades mais afastadas com crianças apadrinhadas estão situadas a 60 quilômetros da sede do município.

A coordenadora também convoca mensalmente as famílias dos apadrinhados e realiza um programa de formação no qual a acompanham religiosos agostinianos recoletos e voluntários leigos da mesma paróquia.

Alguns exemplos dessas comunidades rurais são Chonimabaj, a oito quilômetros da sede municipal. A partir da estrada, ainda se deve subir 400 metros a pé por um caminho para chegar às casas. Na aldeia Mazcul, uma família completa, de várias gerações, distribui-se pelas quatro casas existentes. Aí vivem duas crianças apadrinhadas.

Chanisnán é uma das aldeias mais distantes, a 60 quilômetros da sede municipal. Ali vivem 25 crianças apadrinhadas, cujo idioma materno e referencial é o quiché. Em todas essas comunidades rurais, a mensagem de agradecimento aos padrinhos e madrinhas do programa de apadrinhamentos de Haren Alde é constante e permanente.

Dom Fr. Mario Alberto Molina é agostiniano recoleto e Arcebispo de Altos Quetzaltenango – Totonicapán, a jurisdição eclesiástica local. A arquidiocese conta com uma pastoral social bem estruturada, com equipes de voluntários bem formados. Na paróquia dos Agostinianos Recoletos de Totonicapán, os sonhos nesse campo são vários: conseguir um centro de acolhida para enfermos e familiares que chegam à sede municipal para ser atendidos sem ter como manter-se na cidade; melhora dos lares especialmente mediante a instalação de cozinhas com exaustores de fumaça e proteção ante o fogo; e o reforço dos programas educativos e de apadrinhamento para chegar a mais beneficiários.

A presença dos Agostinianos Recoletos nessa região da Guatemala remonta a 1958, quando foram encarregados das paróquias de São Miguel Arcanjo (Totonicapán) e de Nossa Senhora da Soledade do Calvário (Quetzaltenango). Esta última foi devolvida à diocese em 1970, mas, em 1998, foi assumida a paróquia da Sagrada Família, em Quetzaltenango, com 30.000 habitantes.

© HAREN ALDE - A favor dos demais. ONG'D agostiniana recoleta. General Dávila, 5, bajo D. 28003 - Madrid, Espanha. Telefono e fax: 915 333 959. NIF: G-31422793. Inscrita no Registro Nacional de Associações com o número 115.324. Declarada de Utilidade Pública o 17 de Julio de 2000.
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