- O Banco de Alimentos do Panamá apresenta os resultados dos primeiros sete meses de atividade
12-09-2015 Cidade do Panamá, Panamá
Os sócios fundadores da entidade e diversos convidados da sociedade panamenha receberam, num café da manhã de trabalho, presidido pelo Cardeal agostiniano recoleto Dom Fr. José Luis Lacunza, os resultados de mais de meio ano de distribuição de alimentos.
No último dia 2 de setembro, e com a assistência e presidência de Dom Fr. José Luis Lacunza, agostiniano recoleto e Cardeal Bispo de David (Chiriqui, Panamá), teve lugar a apresentação de resultados do Banco de Alimentos do Panamá (BAP) aos sócios fundadores e outros convidados, depois dos primeiros sete meses de trabalho desde que começaram as distribuições de alimentos a pessoas em situação de precariedade alimentar no Panamá.

Em suas palavras iniciais, Dom Lacunza animou todos os presentes a que o BAP consiga que, no Panamá, não haja mais pessoas que padeçam fome, instando por isso as empresas que se dedicam à produção e à distribuição de alimentos a trabalhar com o BAP e a fortalecer ou a iniciar sua cooperação com essa entidade.

Nora Chiavassa, gerente geral do Banco, começou recordando que 200 toneladas de alimentos, se não fosse pela existência do banco, teriam ido parar ao lixão de Cerro Patacón. Nos primeiros sete meses de atividade, o BAP distribuiu 600.000 rações alimentares através de 115 organizações beneficiárias, que alimentaram 17.500 pessoas.

Mil voluntários doaram ao BAP quase três mil horas de trabalho e fizeram possível que as sobras doadas por empresas e supermercados chegassem à mesa dessas pessoas. Esses voluntários dedicam-se a revisar a validade e a segurança dos produtos, a distribuir conforme as necessidades e a fazer chegar às instituições que tratam diretamente com os desfavorecidos e empobrecidos.

Destacou-se, entre outros, o programa “Desjejum para Melhores Dias” com que o BAP, em aliança com a empresa Kellogg’s, brinda 1.600 desjejuns diários a crianças das áreas indígenas de Bocas del Toro e de áreas marginais da Cidade do Panamá. Outras contribuições e doações dão mensalmente ao programa 8.000 litros de leite.

“Quem doa alimentos ao BAP sai também beneficiado, porque, por um lado, resolve o problema do manejo de suas sobras, libera espaço em seus armazéns, evita o custo do transporte de seu descarte e, ainda, obtém benefícios fiscais ao deduzir impostos pela doação”, recordou Chiavassa.

Em novembro do ano passado, o parlamento panamenho aprovou uma lei pela qual exime de responsabilidade penal em caso de algum dano produzido pelos alimentos, sempre e quando a doação tenha sido feita de boa-fé e não com intenção dolosa. Desse modo, o próprio BAP assume a segurança alimentar dos gêneros que distribui, aumentando o número de empresas que se acolhem a seus programas.

O diretor geral do BAP, Jorge Luis Carbonell, recordou, em sua intervenção, como a iniciativa se gestou, a partir do conhecimento que se teve de uma reportagem do jornal La Prensa de Panamá, em que se dizia que, em dados da FAO, 400.000 pessoas se achavam em estado de precariedade alimentar no país, cerca de 10% da população, enquanto se descartavam produtos que dariam para que 800.000 comessem.

Um grupo de empresários católicos da Paróquia de São Lucas Evangelista na Costa do Leste, dirigida pelos Agostinianos Recoletos, também promotores do projeto, propôs-se então a criar o BAP para resgatar os alimentos válidos para consumo humano e distribuí-los antes de serem descartados.

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