- Miguel e Jesus, engenheiros civis granadinos, visitam os projetos de água de Haren Alde em Chota
19-07-2017 Granada, Espanha • Chota, Peru
Dois estudantes granadinos de Engenharia Civil da Universidade de Granada, com espírito solidário e vontade de conhecer realidades diferentes das de seu entorno habitual, estão no Peru.
Um encontro fortuito nas imediações do Colégio Santo Tomás de Vilanova, dos Agostinianos Recoletos em Granada, permitiu que Jesus Hernández, ex-aluno desse colégio, e Miguel Monsalve, ambos enamorados de sua profissão, a Engenharia Civil, se dirigissem à região andina de Chota, no Peru, durante este verão, para conhecer de perto e apoiar os projetos de água e saneamento que, em diversas comunidades rurais, Haren Alde, a ONGD da família agostiniana recoleta, leva a cabo.

Jesus começou a interessar-se pela cooperação para o desenvolvimento, pelos problemas ambientais e pela luta contra a mudança climática, de maneira que acabou em Santiago do Chile, completando estudos e descobrindo as grandezas, peculiaridades e grandes desigualdades da América Latina.

Miguel, por sua vez, tem forte tendência ao empreendedorismo e, tendo acabado os estudos de Engenharia Civil, trabalha com o uso e o design de impressoras 3D, mas com igual desejo de descobrir meios para criar um mundo diferente e melhor, e de participar de sua posta em marcha de maneira solidária.

Chota é uma pequena cidade situada no norte do Peru, em meio aos Andes, na região de Cajamarca, onde os Agostinianos Recoletos fazem missões desde a década de 1940. A seu redor, há pequenas comunidades rurais cujo abastecimento de água se faz a partir da captação direta de cursos previamente contaminados por fertilizantes, por resíduos agrícolas e oriundos da pecuária.

vários lustros, a ONGD Haren Alde muda essa pauta, através da criação de sistemas completos de água potável e segura para o consumo humano.

São sistemas de distribuição de água por gravidade, que contam, além disso, com valores de pressão e de velocidade capazes de proporcionar a chegada do líquido às casas através de torneiras, e com parâmetros seguros de substâncias químicas e de sedimentos. A água que assim se oferece ao consumo está completamente livre de bactérias que transmitem enfermidades e infecções.

Por trás desses projetos, sempre há importantes medições de distâncias, diâmetros, caudais, pressão, velocidade, cotas… Conceitos que, em cabeça de engenheiros, vão e vêm a cada dia.

As comunidades rurais andinas encontram-se entre as montanhas e contam com mananciais subterrâneos que afloram nas encostas sem ter tido antes qualquer contato com atividade humana ou contaminante. Acumulada a água em depósitos, regula-se o seu caudal, completa-se e assegura-se sua potabilização e, então, o líquido pode ser transportado até as casas, aproveitando-se a energia da gravidade, pois as moradias se situam sempre em cotas mais baixas.

Além da própria construção e do projeto da rede, leva-se em conta o aspecto social e humano. A comunidade deve aprender como fazer uma gestão sustentável da água. Os moradores são os verdadeiros responsáveis por sua água e pelos resíduos que, se forem vertidos sem controle, podem vir a contaminar o seu espaço vital mais imediato.

Por isso, foram criadas juntas vicinais gestoras que, depois de iniciado o funcionamento da rede, asseguram seu futuro e melhoram a vida cotidiana das famílias, eliminando comportamentos pouco cuidadosos com o meio ambiente e com a saúde humana.

Jesus e Miguel, depois de uns dias em Lima, dirigiram-se para Chiclayo a fim de encontrarem o engenheiro e responsável técnico pelo projeto, Miguel Vega, que os levou até Chota para começarem a trabalhar com a comunidade.

© HAREN ALDE - A favor dos demais. ONG'D agostiniana recoleta. General Dávila, 5, bajo D. 28003 - Madrid, Espanha. Telefono e fax: 915 333 959. NIF: G-31422793. Inscrita no Registro Nacional de Associações com o número 115.324. Declarada de Utilidade Pública o 17 de Julio de 2000.
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