- O primeiro semestre termina no Lar Santa Mônica com boas notícias acadêmicas
21-07-2017 Fortaleza, CE
O amor à leitura e ao estudo, a companhia das pedagogas e dos voluntários no Centro Cultural Santo Agostinho e a normalização de suas vidas escolares fizeram com que os progressos escolares das meninas residentes tenham sido muito bons. Agora, no começo do segundo semestre, elas continuarão com entusiasmo o estudo dirigido durante três horas e meia todas as manhãs.
No Brasil, o ano letivo coincide com o ano natural, começando no final de fevereiro ou princípio de março, depois das férias do Natal, das celebrações do Ano Novo e do Carnaval, e terminando em dezembro, com a colação do grau anual. O primeiro semestre de 2017, no Lar Santa Mônica esteve repleto de boas notícias escolares.

Onze das residentes gozam de uma bolsa procedente de associações empresariais e de amigos do Lar Santa Mônica, para estar matriculadas no Colégio San Lucas, cujas instalações se encontram a cinco minutos de carro do Lar Santa Mônica e que conta com uma fama bem adquirida de disciplina acadêmica, exigência aos alunos e profissionalismo dos professores.

No começo, foi um pouco difícil, para as onze alunas do São Lucas, acostumar-se ao ritmo de ensino daquele centro, mas os esforços das próprias meninas e adolescentes, o apoio contínuo dos professores e pedagogos que as acompanham todas as manhãs e o fato de elas se verem num ambiente normalizado, queridas e apoiadas pelo próprio centro escolar, fizeram com que seu nível acadêmico desse um salto importantíssimo, de quantidade e de qualidade.

As demais residentes continuam nos colégios da rede pública, tanto municipal como estadual. As mais jovens estudam no turno de tarde, mais ou menos da uma às cinco da tarde, ao passo que as mais velhas cursam o turno da noite, das seis às dez. O certo é que todas se esforçaram e quiseram chegar a este mês de julho, tradicionalmente de férias escolares por algumas semanas, sem qualquer matéria pendente.

As de mais idade fazem cursos de capacitação profissional em centros como o do SESI (Serviço Social da Indústria), mais direcionados ao mercado de trabalho e com uma preparação especializada, que conta inclusive com práticas em empresas reais e um pequeno salário, que lhes serve para preparar melhor o seu futuro.

Nas instalações do Lar Santa Mônica, encontra-se o Centro Cultural Santo Agostinho, um espaço com biblioteca, sala de informática e duas salas com tudo o que é necessário para, das 7 às 11 da manhã, com um recreio de meia hora, participar de um estudo dirigido.

Professores e pedagogos ministram esse estudo dirigido de Língua, Inglês, Matemática, História, Geografia, Ciências, reforço escolar e, para as mais novinhas, alfabetização. É claro que estar integradas na educação formal escolar é condição indispensável para toda residente no Lar.

Por motivos diversos, às vezes relacionados com as condições de vida e as experiências traumáticas vividas antes de ingressar no Lar, é frequente que as meninas cheguem ao Lar Santa Mônica com problemas cognitivos e dificuldades de aprendizagem. Só com a ajuda dos profissionais, o amor à disciplina e a recuperação da autoestima e do saber-se capazes de aprender e de crescer, é que elas podem progredir.

Durante o presente mês de julho, as férias escolares foram bem merecidas para todas as residentes. Também para os profissionais que as guiam. Os resultados foram, em geral, bons ou muito bons, especialmente para aquelas que, antes de chegarem ao Lar, não tinham apego algum ao estudo nem à escola, e não consideravam importante estudar.

Pelas manhãs, realizou-se uma gincana literária e outra científica; e aumentou-se a frequência de atividades que, durante o ano, são menos habituais por óbvias razões, tais como a dança, o cinema, os quadrinhos, os piqueniques no campo, a piscina do seminário… Porque a mente precisa descansar para que, em agosto, quando todas elas voltarem às aulas, a cabeça esteja relaxada e preparada para adquirir mais conhecimentos e experiências.

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